Assunto: Informática e Tecnologia
Não precisa ser um entusiasta Linux para se deixar atrair pelo bom e velho Mozilla Firefox, esse navegador que foi o meu preferido durante alguns anos, não me permitia migrar para o Chrome (apesar de vários pontos positivos apontados sobre ele), mas como eu ia dizendo, não permitia.
O navegador da raposa começou a sofrer algumas atualizações frequentes no ano passado e com mudanças pouco notáveis, na verdade, o maior motivo das atualizações não era só buscar a melhoria da navegador, mas alcançar o seu maior concorrente, o Google Chrome, que estava algumas versões a frente, e por esse motivo passava a ideia de que o Firefox estava "atrasado", sendo assim começamos a ser bombardeados por seus upgrades.
Mas pelo jeito os upgrades não estavam sendo bem vistos pelos usuários e tampouco por Jono DiCarlo, desenvolvedor do browser, que afirmou em seu blog que essas frequentes atualizações estavam matando o Firefox.
As atualizações eram lançadas em curto espaço de tempo - cerca de 45 dias entre uma e outra - e isso causava um certo desconforto, nós odiamos atualizações e isso acabou ocasionando a migração de alguns de seus usuários (inclusive eu) para outros navegadores mais estáveis, aparentemente.
É isso mesmo, e eu posso dizer que só deixei o Firefox de lado por esse motivo (que era bastante incomodo), e finalmente migrei para o Chrome.
Houveram mudanças muito desnecessárias no Firefox, ou pelo menos eu não consegui ver a real utilidade, um exemplo é o navegador em 3D, que possibilita o usuário a navegar na página de uma maneira diferente, com o mouse você controla o ângulo que quer ver a página, uma ferramenta que pode até parecer inovadora, mas sem utilidade nenhuma para mim (e acredito que para a maioria dos usuários), pois dificulta a leitura e dependendo do desempenho do seu computador ele fica muito lento.
Os 3 pontos que os usuários mais odiavam nas atualizações do Firefox:
Em primeiro lugar, o Firefox precisava ser reiniciado quando baixava uma versão nova e isso consumia tempo. Segundo, as novas versões podiam vir sem recursos que os usuários gostavam, mas que foram retirados pela Mozilla por serem usados por poucas pessoas. E, por último, uma nova interface diminuia a produtividade, já que é preciso um tempo para entender como tudo funcionava.
Mas o que muita gente deve estar se perguntando é:
Por que odiar o Firefox por suas atualizações se na verdade todo navegador passa por isso?
A resposta para isso é muito fácil, a política de atualização rápida do Firefox, que começou ano passado, é parecida com a que o Google faz com o Chrome desde que lançou o seu navegador. A diferença é que as atualizações do browser do Google - que está na versão 20 - são silenciosas e poucas vezes os usuários percebem que elas foram feitas, enquanto o Firefox exibia janelas para avisar que um update estava disponível, além disso, essas modificações eram feitas quando o browser era iniciado, o que podia atrapalhar o usuário em determinadas ocasiões.
Além de que, cada vez que o Firefox atualizava ele ficava mais pesado e adicionava algumas ferramentas que demorávamos para nos adaptar, enquanto o Chrome continuava com seu visual "limpo" e cada vez mais leve, diminuindo sua frequência de congelamentos.
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| Chrome antigo à esquerda e Chrome atual à direta |
Mas apesar todo esse transtorno para a equipe de desenvolvimento do Firefox, parece que o problema está resolvido, em Março desse ano seus desenvolvedores afirmaram que a partir de sua versão 13 todas as atualizações deverão ser automáticas e discretas, sem interferir no trabalho do usuário. Segundo postagem feita no Blog da Mozilla, as atualizações não irão mais interferir nos processos de abertura ou fechamento do navegador - e vão acontecer enquanto ele estiver em execução.
No blog, a desenvolvedora ainda observa que, para ter sucesso na novidade, será preciso resolver questões relacionadas ao desempenho do Firefox durante o processo.
Segundo o site Baixaki, a primeira mudança que você perceberá no Mozilla Firefox, a partir da sua 13ª versão, é a reformulação da sua tela inicial. Agora, a página aberta por padrão pelo navegador conta com atalhos para os principais recursos do browser – incluindo favoritos, histórico de navegação, downloads, complementos instalados, sincronização de preferências e opções gerais do programa.
Isso significa que com um único clique você pode acessar qualquer uma dessas áreas do navegador e configurá-las de acordo com a sua necessidade – algo que nenhum outro browser permite com tanta facilidade.
Outra ferramenta do navegador da raposa que recebeu melhorias foi a página “Nova aba”, a qual passou a ter um mecanismo similar ao Speed Dial, do Opera, e à “Nova guia”, do Google Chrome. Além de várias outras novidades, como melhorias para desenvolvedores.
Então leitor, se você assim como eu, abandonou o Firefox anteriormente, apesar de ter gostado muito dele antes dos Upgrades, podem baixar tranquilamente a sua última versão que, segundo informações de seus atuais usuários, está saindo melhor que a encomenda.